29/12/2009STRATA E VALEC: PROJETOS DE DESAPROPRIAÇÃO NA FERROVIA NORTE-SUL
A Strata ingressa agora no setor de ferrovias, tendo assinado seu primeiro contrato com a Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes, responsável pela construção da Ferrovia Norte-Sul (FNS).
Presidida pelo dr. José Francisco das Neves, a Valec tem como diretor de Engenharia o dr. Ulisses Assad. O coordenador desse projeto-âncora, ao longo do eixo Araguaia-Tocantins, é o engenheiro André Luiz de Oliveira.
O trecho da Ferrovia Norte-Sul onde a Strata está desenvolvendo os projetos de desapropriação compreende os 1.174 quilômetros que entrecortam os Estados do Maranhão e Tocantins. A extensão total da ferrovia é de 3.100 quilômetros e o investimento será da ordem dos R$ 2,5 bilhões. O prazo para conclusão do trabalho é de 12 meses, podendo ser prorrogável por até cinco anos.
No Estado do Maranhão, além de coordenar os projetos de desapropriação já em andamento, a empresa responde ainda pelos novos estudos e projetos nas regiões em que a ferrovia ainda não chegou. Para executar o trabalho, a Strata contratou uma equipe multidisciplinar integrada por engenheiros, civis, e agrônomos, advogados, contadores, assistentes sociais, topógrafos, entre outros. Atualmente, a equipe conta com mais de 35 profissionais, devendo chegar a 70 durante a execução dos trabalhos.

Segundo o presidente José Francisco das Neves, “a FNS é um empreendimento do governo brasileiro que irá proporcionar um grande desenvolvimento socioeconômico sustentável nas regiões entrecortadas e periféricas, além de propiciar melhorias significativas nos escoamentos da produção nacional, especialmente no que diz respeito ao agronegócio e minerais”.
A região de influência da Ferrovia Norte-Sul possui excelentes condições para expansão das fronteiras agrícolas, quer seja pelas propriedades físicas do solo, quer pela topografia plana e condições climáticas favoráveis, aliadas à disponibilidade de grande extensão de áreas agricultáveis.
De acordo com o eng. André Luiz de Oliveira, “a FNS poderá absorver aproximadamente 30% do volume da carga atualmente transportada pelo modal rodoviário, podendo se destacar as
commodities minerais e os produtos agrícolas, partindo do norte em direção ao sul, e de combustíveis, fertilizantes e carga geral, partindo do sul em direção ao norte.
Além disso, por estar interligada com a Estrada de Ferro Carajás, da Companhia Vale do Rio Doce, que culmina no Porto de Itaqui, no Maranhão, a ferrovia constituirá o principal – mais rápido e mais econômico – meio de escoamento da região centro-oeste”.
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